Foi anunciada hoje a atualização do Galaxy Grand, cuja primeira versão saiu no ano passado. Não é nenhum S4, mas tem boas configurações e deve chegar ao mercado com um preço interessante.

A tela do aparelho agora é HD e tem 5,25 polegadas, enquanto o processador foi melhorado para um quad-core de 1,2 GHz. A bateria é de 2.600 mAh, o que mantém o Grand 2 ativo em ligação por 17 horas. E ele comporta dois chips.

Há duas câmeras, uma com 1,9 megapixels (frontal) e outra com 8 MP (traseira). A versão do Android é a 4.3 (Jelly Bean), ele tem 1,5 GB de RAM e mais 8 GB de memória, que chega a 64 GB com microSD.

Por enquanto o smartphone estará disponível apenas na Coreia do Sul, sem nenhuma informação sobre outros mercados.

Fonte: Olhar Digital
Livro: O Labirinto dos Ossos
Série: The 39 Clues
Autor (a): Rick Riordan
Páginas: 240
Editora: Ática
Resenha por: Bruna
Comprar: Saraiva Cultura
Imagine se você descobrisse que faz parte de uma família de personalidades que mudaram a História. E imagine se, no minuto seguinte, você tivesse que escolher entre herdar 1 milhão de dólares ou a primeira de 39 pistas para encontrar o maior tesouro do mundo. Essa é a decisão que os órfãos Amy e Dan Cahill devem tomar em apenas cinco minutos.
Os irmãos queimam seus cheques e se lançam na busca das 39 pistas. O que eles nem imaginam é que seus maiores inimigos serão os próprios Cahill, uma família dividida em clãs e capaz de qualquer trapaça para chegar ao tesouro.
O Labirinto dos Ossos é o primeiro de uma série de dez livros que nos introduz ao mundo de Amy e Dan, dois jovens irmãos que, após o falecimento da querido avó Grace, tem a opção de herdar um milhão de dólares (cada), ou receber a primeira de 39 pistas para encontrar o maior tesouro do mundo. Obviamente, pelo bem da continuidade da história, os irmãos acabam – literalmente – queimando seus comprovantes e aceitando o desafio. Porém eles não estão sozinhos nessa caçada; seus concorrentes são todos familiares e o único conselho dado a ambos é a simples frase: “Não confiem em ninguém”.
Amy e Dan são órfãos e vivem em um pequeno apartamento com Nellie, uma estudante contratada por Tia Beatrice para cuidar deles, já que ela própria não gosta muito de crianças. Amy, a irmã mais velha, tem 14 anos é uma rata de biblioteca. Odeia multidões e ter a atenção voltada para ela – isso a deixa extremamente nervosa e ela mal consegue falar. Já Dan tem 11 anos e alguns centímetros a menos que sua irmã. Tem um ótimo raciocínio para números e adora colecionar coisas um tanto peculiares, como por exemplo todos os gessos que ele já utilizou desde o jardim de infância. Ambos personagens são carismáticos, mostrando uma relação real entre irmãos – duas pessoas que se amam, mas não deixam de ter suas discussões e picuinhas, e acaba se tornando imprescindível torcer por eles durante a leitura.
A família Cahill é muito numerosa, poderosa e é influente na história da humanidade. Divididos em clãs – Ekaterina, Janus, Lucian e Tomas – são muitos os personagens que aparecem na trama. Só ao chegar nas últimas páginas que consegui identificar com mais facilidade todas as personagens pelo primeiro nome. A quantidade de ‘inimigos’ dos irmãos é enorme, indo de um jovem popstar mimado Justin Bieber, anyone? à uma agente da KGB 9 (antiga agência de informação e segurança da União Soviética). Fora os personagens misteriosos que aparecem – e desaparecem – no meio do caminho, que só aumentam nossa curiosidade. Apesar do grande número de personagens, toda a linha do enredo é bem amarrada, todo personagem que aparece subitamente em algum local tem uma explicação plausível de como ele conseguiu chegar até ali.
Com um ritmo acelerado e um enredo descomplicado, o livro envolve o leitor de forma que nos sentimos correndo pelas ruas de Paris ao lado dos irmãos Cahill em sua caçada. Dá pra ler o volume todo em dois ou três dias. O que mais me chamou atenção é a quantidade de informações que você aprende durante a leitura. Cada volume aborda uma cidade e uma personalidade mundialmente famosa, e claro, descendente dos Cahill. Em O Labirinto dos Ossos, Riordan nos trás curiosidades e detalhes sobre a bela Paris e Benjamin Franklin. A abordagem dos fatos é tão inteligentemente sutil e relevante à história que somente quando você chega ao final do livro percebe o quanto aprendeu durante a leitura.
A coleção 39 Clues é voltada para o público infantil, trazendo uma nova roupagem ao gênero se afastando um pouco da fantasia e trazendo as histórias para um ambiente mais realista e palpável para seus leitores. Mas, para quem gosta de livros infanto-juvenis (também conhecidos no universo blogueiro como ‘YA Books’), 39 Clues é um prato cheio!
Livro: A prova de fogo
Série: Maze Runner
Autor (a): James Dashner
Páginas: 400
Editora: V&R
Resenha por: Bruna
Comprar: Saraiva
Atenção, essa resenha/sinopse pode conter spoilers para quem ainda não leu o primeiro livro da série!
O Labirinto foi só o começo… o pior está por vir. Depois de superarem os perigos mortais do Labirinto, Thomas e seus amigos acreditam que estão a salvo em uma nova realidade. Mas a aparente tranquilidade é interrompida quando são acordados no meio da noite por gritos lancinantes de criaturas disformes – os Cranks – que ameaçam devorá-los vivos. Atordoados, os Clareanos descobrem que a salvação aparente na verdade pode ser outra armadilha, ainda pior que a Clareira e o Labirinto. E que as coisas não são o que aparentam. Para sobreviver nesse mundo hostil, eles terão de fazer uma travessia repleta de provas cruéis em um meio ambiente devastado, sem água, comida ou abrigo. Calor causticante durante o dia, rajadas de vento gélido à noite, desolação e um ar irrespirável – no Deserto do novo mundo até mesmo a chuva é a promessa de uma morte agonizante. Eles, porém, não estão sozinhos – cada passo é espreitado por criaturas famintas e violentas, que atacam sem avisar. Manipulação, mentiras e traições cercam o caminho dos Clareanos, mas para Thomas a pior prova será ter de escolher em quem acreditar.
Nas páginas finais do primeiro livro dava até pra imaginar um final feliz e ficar encucada pensando em como o autor ia conseguir desenrolar a história em mais dois livros. Eis que tivemos uma uma reviravolta final inesperada em Correr ou Morrer que é de deixar qualquer um morrendo de curiosidade para saber o que vai acontecer com Thomas e os Clareanos. Depois de conseguirem escapar do Laririnto mortal com algumas grandes casualidades, o leitor acredita – e os pobres personagens também – que algumas respostas finalmente serão dadas; mas não é isso que acontece. Quando escreveram que a série evocava os mistérios de Lost (o seriado), não estavam brincando. A prova de fogo dá pouquíssimas respostas e multiplica as dúvidas já existentes. Parece até que o autor tenta dialogar com o leitor através dos personagens e pede paciência, pois as respostas vão chegar. Só que no final.
“- Vocês podem pensar, ou pode parecer, que estejamos meramente testando a sua capacidade de sobreviver. Superficialmente, o Experimento Labirinto poderia ser erroneamente classificado dessa maneira. Mas eu lhes asseguro… não se trata apenas de sobrevivência e da vontade de viver. Essa é só uma parte deste experimento. O quadro maior é algo que vocês só entenderão no final.” – pág 67
O novo desafios dos – poucos – sobreviventes é atravessar um deserto escaldante, com quase nada de comida e água e enfrentar os perigos que aparecerem pela frente, ou ficar para trás e morrer. Um dos maiores perigos que eles enfrentam dessa vez são os Cranks, que pela descrição, me pareceram muito com zumbis. São seres humanos que contraíram a “Fúria”, uma doença que está varrendo a humanidade da Terra. Tenho que voltar a reforçar nessa resenha que eu adoro a forma como o autor se apropria de conceitos já existentes, como os zumbis, mas dá uma repaginada e um novo nome a eles. Isso faz o leitor a imergir no mundo criado, assim como o vocabulário super diferente dos Clareanos.
Nessa continuação temos um vislumbre um pouco maior do que no primeiro da CRUEL – uma espécie de empresa que está liderando os experimentos com os garotos. Continuamos sem saber suas motivações, seus objetivos e muito menos de que lado eles realmente estão. Uma coisa que eu gostei bastante é de ver que Thomas, o personagem principal, cresceu muito e se tornou um líder nato. Apesar de Minho ainda ser o líder da turma dos Clareanos, dá pra perceber que ele leva a opinião de Thomas em consideração e que ele o respeita muito. Esses garotos são praticamente uma família, de tanto tempo que passaram juntos e por tantos perrengues e armadilhas mortais que conseguiram sobreviver. O espírito de amizade e de time é percebido em cada atitude ou fala dos personagens.
“E nesse momento, sentado na escuridão, a cabeça apoiada contra a porta do caminhão, os pensamentos sobre o que tinha feito tumultuavam sua mente.
- Matei aquele cara – sussurou ele.” – pág 224

Com um ritmo tão frenético quanto o do primeiro volume, A prova de fogo não deixa nada a desejar se comparado com Correr ou morrer. Temos muita ação, traição, reviravoltas e até uma pitadinha de romance pra dar aquela descontraída de tanta desgraça. A qualidade do livro também continua impecável com uma bela capa e seguindo o mesmo padrão editorial, sem estragar a coleção como infelizmente já aconteceu com inúmeras séries aqui no Brasil. O único defeito desse livro: quando a gente termina, estamos mais perdidos do que quando começamos. A sorte é que o desfecho da série, A cura mortal, já foi lançado no Brasil, então não precisamos esperar pra saber o desfecho da história de Thomas, dos Clareanos e da CRUEL.
“Eram perguntas demais. Malditas perguntas de mértila, todas sem resposta.” – pág 344.
Livro: Cinquenta tons de cinza
Série: Cinquenta tons de cinza
Autor (a): E. L. James
Páginas: 480
Editora: Intrínseca
Resenha por: Bruna
Compre: Saraiva
Quando Anastasia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja – mas em seu próprios termos…
Que atire a primeira pedra quem não ficou – nem um pouquinho – curiosa sobre essa nova trilogia adulta que estourou nos EUA nos últimos meses e causou o maior rebuliço no mundo literário, que chega agora ao Brasil através da editora Intrínseca: Cinquenta tons de cinza. Se ao ler a sinopse você teve a impressão de que ele é mais um livro de romance, ou simplesmente um livro de putaria, você não poderia estar mais enganado(a). Sim, a maior parte do livro é composta por cenas de sexo entre os protagonistas, e é legal você ler esse livro com uma mente aberta, sem preconceitos. Porém somos levados a ver além do sexo na escrita de E. L. James.
O livro de estreia da trilogia nos apresenta os dois personagens principais da saga: Anastacia Steele, uma jovem constantemente descrita como inocente e ingênua e o imponente e – algumas vezes – assustador Sr. Christian Grey. Ana acaba caindo (literalmente) na sala de Christian para entrevistá-lo no lugar de sua melhor amiga, Kate, que adoeceu e, para não perder a oportunidade, pediu para que a amiga fosse em seu lugar. Fiquei com um pé atrás com a personagem de Ana no começo do livro pois ela é muito atrapalhada e desastrada e isso me lembrou muito da Bella Swan. Tudo bem que o livro surgiu de uma fan fiction (história escrita por fãs sobre seu fandom favorito) de Crepúsculo, mas copiar a personagem já seria demais. Tive a boa surpresa de ver que Ana é uma personagem muito mais profunda e muito mais mulher do que Bella. Como toda jovem ela tem seus receios, seus questionamentos, porém tem uma mente aberta e está disposta a sacrificar sentimentos e partes da sua vida para poder ficar com Christian.
Já o personagem de Christian Grey, não poderia ser melhor construído: descrito como um deus grego, extremamente rico, trabalhador e jovem, a autora deu a ele um ar completamente misterioso. O seu personagem nos faz virar as páginas do livro loucamente em busca de respostas sobre seu estilo de vida, seu passado e suas razões para ser tão controlador a ponto de se importar tanto com coisas como a segurança de um carro e se Ana está comendo o suficiente. Christian é encantador, cativante, misterioso, impaciente, possessivo e em alguns momentos seu personagem se torna sombrio. É praticamente impossível não se interessar por ele! O Sr. Grey também é muito direto em tudo o que diz e por muitas vezes me peguei rindo da forma como ele consegue constranger Ana com suas perguntas diretas e sórdidas.
Ana acaba se apaixonando, mas Christian não é do tipo que namora: ele nunca é visto com uma mulher em eventos públicos e nem com sua família, e suas relações são sempre com submissas, sendo ele o dominador – com direito até a contrato assinado e lista de exigências. Ana se questiona se ela é capaz de mudar tanto seus hábitos e sua vida, para poder ficar com Sr. Grey (chamá-lo sempre dessa forma, é uma de suas exigências). É muito fácil simpatizar com Anastacia pois o envolvimento com Christian, além de carnal, também a afeta de maneira psicológica. Apesar de ceder em vários momentos, Ana não é uma garota sonsa e encara Christian em vários momentos, desafiando-o, sendo irônica com ele.
É uma boa leitura, para sair do mundo sobrenatural e de fantasia. São apenas dois humanos com suas falhas e com sentimentos múltiplos e desconhecidos sendo despertados, testando seus limites, que estão tentando achar uma forma de poderem conviver e serem felizes juntos. Ou não. Cinquenta tons de cinza não é somente um livro erótico, mas também um livro sobre relacionamentos e o quanto cada pessoa está disposta a ceder pela pessoa que ama.
Quer mais? Cinquenta tons mais escuros será lançado em setembro!
Fontes: Livros em Série